Tumores de
parede torácica

Tumores de parede torácica

Os tumores de parede torácica são relativamente incomuns, representam apenas 1 a 2% das neoplasias (proliferação anormal de um tecido) e cerca de 5% das neoplasias torácicas. Entretanto, mais da metade desses tumores são malignos, resultando em metástase ou invasão direta de tumores adjacentes na parede torácica (mama, pulmão, mediastino).

Os tumores primários de parede são mais raros. Existe uma grande variedade de lesões que podem aparecer na parede do tórax, o que representa um desafio, tanto no diagnóstico quando no tratamento.

Tumor Na Parede Do Tórax

O cirurgião torácico Ricardo Lucatto Baida explica que os tumores aparecem nos tecidos musculares (partes moles), mas também no tecido adiposo, nervos e vasos. “Já os tumores ósseos podem ocorrer em qualquer parte do esqueleto torácico (costelas, cartilagem costal, esterno, escápula e clavícula). Os arcos costais são o local com maior incidência de tumores, primários ou metastáticos. Lesões primárias do esterno, escápula e clavícula são bem menos comuns, sendo, na maioria dos casos, malignas”, acrescenta.

Os tumores de parede mole apresentam crescimento lento no início e são assintomáticos. À medida que o tumor cresce e invade os tecidos adjacentes, a dor aparece. “Enquanto que todas as lesões malignas são dolorosas, apenas 2/3 dos tumores benignos evoluem com dor. Já os tumores ósseos tem a dor como sintoma inicial. Em alguns casos de lesão no arco costal, a dor é o único sintoma, não existindo massa palpável no exame físico. Perda de peso, febre e leucocitose podem acontecer ocasionalmente”, ressalta Baida.

A avaliação inicial de qualquer paciente com suspeita de tumor passa por exames físicos e com o histórico clínico completo. Grande parte dos pacientes apresenta dor no local e massa de crescimento insidioso.

Segundo Baida, a tomografia computadorizada é o melhor exame para localizar e caracterizar os tumores de parede torácica. “Já que ela possibilita uma avaliação da extensão local da doença e das relações de massa com as estruturas adjacentes intra e extratorácicas, sendo fundamental para planejar a retirada do tumor”.

A radiografia simples de tórax também deve ser solicitada e comparada, se possível, com radiografias anteriores. “Ela fornece informações importantes como a localização da lesão, o comprometimento ósseo, a presença de nódulos pulmonares e derrame pleural”, salienta. Além destes, a utilização da ressonância magnética servirá para mostrar a relação do tumor com vasos e nervos adjacente, muito útil em lesões que envolvem o estreito torácico superior ou a coluna vertebral.

Tumor Na Parede Do Tórax
Tumor Na Parede Do Tórax

Toracectomia

A toracectomia (ressecção alargada da parede torácica) é o tratamento primário para a grande maioria dos pacientes. “A extensão da retirada não deve se limitar ao tamanho do defeito resultante. Com a evolução do conhecimento da anatomia funcional e do suprimento sanguíneo dos músculos do tronco, aconteceu um refinamento das técnicas de transposição muscular, associado ao surgimento de próteses sintéticas de alta qualidade, possibilitando um aumento da sobrevida do paciente livre da doença”, observa Ricardo Baida.

A retirada cirúrgica dos tumores metastáticos e das recidivas (reaparecimento) de neoplasia de mama em parede torácica é indicada, de forma paliativa em casos de dor severa, ulceração, infecção e hemorragia. “A ressecção curativa é a alternativa em pacientes cuja parede torácica é o único local de metástase após o controle do tumor primário. Feita a cirurgia, a sobrevida em cinco anos é de 20% para tumores metastáticos, e de 35 a 58% para recidiva de tumor de mama”, conclui o cirurgião.

Tumor Na Parede Do Tórax

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