Trauma
torácico

Trauma torácico

O traumatismo torácico é uma importante causa de mortalidade entre a população atual – corresponde a 25% das mortes por traumas no mundo.

As lesões no tórax podem ser causadas por traumatismo fechado, que não penetra, mas causa lesões pela força, e por lesões penetrantes. Dependendo da parte envolvida, os distúrbios podem originar efeitos maiores ou menores na função cardiorrespiratória.

Trauma Torácico

Uma queda de lado em uma banheira, por exemplo, pode fraturar costelas. “O que, embora seja dolorosa, não trará grandes consequências a não ser um leve distúrbio na função respiratória”, explica o cirurgião torácico Ricardo Lucatto Baida, que completou. “Por outro lado, acidentes mais graves, como automobilístico, queda de altura elevada, esmagamento, socos no tórax, feridas por projéteis ou arma branca podem ocasionar insuficiência respiratória aguda, lesões nas vias aéreas, diafragma e pulmões, além dos grandes vasos (artérias)”.

Baida explica quais são as variadas lesões de tórax que causam risco eminente de vida. “A obstrução da via aérea, pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, tórax instável, hemotórax maciço e tamponamento cardíaco. Já as lesões com potencial risco de vida são pneumotórax simples, hemotórax, contusão pulmonar, laceração traqueobrônquica, traumatismo contuso do coração, ruptura traumática de aorta, ruptura traumática de diafragma e ferimentos transfixantes do mediastino”, enumera.

Trauma Torácico
Trauma Torácico

Segundo o cirurgião torácico, “na avaliação primária, todas as lesões de tórax com risco eminente de vida devem ser rapidamente identificadas e tratadas, mesmo que parcialmente, para aumentar as chances de sobrevivência da vítima. Na avaliação secundária, deve-se fazer um exame completo da vítima em busca das oito lesões com potencial risco de vida, mesmo sendo necessários exames auxiliares, que devem incluir todas as regiões anatômicas, anterior e posterior”.

Baida salienta que o atendimento a uma vítima de trauma torácico deve ser feito da seguinte forma: “Garantir a manutenção de vias aéreas pérvias e controle cervical, manutenção da respiração e mecânica ventilatória, manutenção da circulação sanguínea e controle de hemorragia, avaliação do estado neurológico, exposição do paciente (retirada de roupas) e controle do ambiente (para evitar hipotermia)”.

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