Tratamento cirúrgico da
tuberculose multirresistente

Tratamento cirúrgico da tuberculose multirresistente

A tuberculose multirresistente é uma forma grave da tuberculose, que não responde aos antibióticos habitualmente utilizados para combater a doença podendo levar à morte em poucos meses, se o paciente não for devidamente tratado ou se este abandonar o tratamento sem o consentimento do médico.

Uma das particularidades da tuberculose multirresistente é sua resistência a pelo menos dois medicamentos que são fundamentais no seu tratamento: a Isoniazida e a Rifampicina. A doença é causada pelo bacilo de Koch, que sofre mutação de forma natural e adquire resistência a ação de medicamentos.

Tuberculose Multirresistente

Quando o tratamento é feito de forma adequada, esses bacilos são eliminados. Entretanto, segundo o cirurgião torácico César Zuccoli, se houver falhas no combate à doença, “esses bacilos tornam-se dominantes e a tuberculose torna-se multirresistente”.

O médico explica que existem dois meios de se contrair a tuberculose multirresistente: “A primeira é por falha na regularidade de tratar a tuberculose comum, erros na quantidade e na regularidade de doses dos medicamentos, além do abandono do tratamento antes do tempo indicado. A outra maneira é contrair a doença de outra pessoa cujo bacilo já é resistente”, exemplifica.

Para prevenir a disseminação desta patologia, Zuccoli observa ser essencial o isolamento dos doentes em condições adequadas, enquanto houver o período de contágio.

De acordo com Zuccoli, a opção de cirurgia no tratamento da tuberculose multirresistente é uma forma de complementação terapêutica, com a intenção de reduzir a população de bacilos de Koch nos locais de sequelas anatômicas. “O procedimento permite a cura da doença, tornando o escarro negativo em aproximadamente 90% dos casos, desde que associado aos medicamentos de forma correta no pós-operatório”, encerra.

Tuberculose Multirresistente
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