Pneumotórax

Pneumotórax

Pneumotórax é definido pelo acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura (membrana que reveste internamente a parede torácica). Este espaço virtual é denominado de espaço pleural. O cirurgião torácico César Zuccoli observa que o sintoma mais comum descrito por 90% dos pacientes é a dor torácica.

Alguns pacientes também apresentam tosse, encurtamento da respiração (dispneia grave), agitação, cansaço fácil, aceleração dos batimentos cardíacos e cianose devido à falta de ar. Pode também haver dores no ombro, pescoço e abdômen.

Pneumotorax

De acordo com o médico, o pneumotórax pode ocorrer de quatro formas:

Espontânea: o ar penetra no espaço pleural vindo de alvéolos pulmonares, sem que existam antecedentes imediatos de traumatismos ou de operação cirúrgica intratorácica.

“Geralmente, a causa desse tipo de pneumotórax é a ruptura de alvéolos que estão muito próximos da superfície pulmonar. Pode ser pneumotórax espontâneo primário, produzidos por razões desconhecidas, especialmente em jovens altos e magros, que geralmente fumam, sem antecedentes de doenças pulmonares; ou pode também ser um pneumotórax espontâneo secundário, que acomete pessoas que sofrem de alguma outra doença pulmonar crônica”, explica Zuccoli.

Infecciosa: em casos de infecções pulmonares graves, como pneumonia ou tuberculose.

Traumática: a origem desse tipo de pneumotórax corresponde habitualmente à presença de uma ferida aberta na parede torácica, levando à existência de uma comunicação atípica entre o espaço pleural e o exterior do organismo. Pode ser por acidentes com arma de fogo, por faca, por acidentes de trânsito, entre outros.

Iatrogênica: menos frequentemente, a doença também pode ser devido a uma ruptura acidental do tecido pulmonar durante uma intervenção ou como consequência de uma operação cirúrgica intratorácica.

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Radiografia

De acordo com o cirurgião, é possível suspeitar de pneumotórax através do histórico clínico e do exame físico do paciente. Todavia, a confirmação é feita por meio da radiografia torácica, onde irá aparecer uma coleção anormal de ar entre os pulmões e a parede torácica. “Alternativa, que pode ser muito útil nos casos de pneumotórax espontâneo é a realização de uma tomografia computadorizada do tórax”.

Zuccoli explica que o tratamento é realizado com o objetivo de retirar o ar do espaço pleural e também prevenir futuras ocorrências. “A extensão do pneumotórax (que será observado na radiografia), sua causa e a gravidade dos sintomas gerados por ele definirão o tipo de tratamento a ser adotado”.

Além disso, a existência ou não de doenças recorrentes na região torácica também influenciará na decisão do tratamento mais adequado.

“Como tratamento existe a opção de ser colocado um dreno no tórax, o qual irá retirar o ar local. Outra possibilidade é a realização de uma cirurgia para a correção ou, simplesmente, a conduta expectante (esperar), sob supervisão médica”, esclarece.

O cirurgião torácico ressalta que uma das maneiras de prevenir o pneumotórax é evitar o tabagismo, para prevenir os casos de pneumotórax associados às bolhas de enfisema e ao câncer de pulmão.

“Indivíduos que já tiveram um caso de pneumotórax espontâneo apresentam de 40 a 50% de chances de desenvolver novos episódios, sendo este mais um dos motivos para abandonar o fumo”, alerta César Zuccoli.

Além disso, segundo ele, programas que objetivam reduzir a violência urbana, inclusive no trânsito, podem ajudar a minimizar os traumas torácicos e, consequentemente, os casos de pneumotórax.

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