Pectus
deformações torácicas

Pectus deformações torácicas

Ser portador de deformações no tórax, tanto com o afundamento como com uma saliência, costuma causar um desconforto estético acentuado nas pessoas. Esses defeitos na parede torácica são chamados de “Pectus” e divididos em duas modalidades: Excavatum e Carinatum.

O Pectus Excavatum é uma deformidade torácica em forma de funil. Neste caso, um ponto do tórax sofre uma depressão, formando um cone interno. Este tipo de pectus é três vezes mais frequente em pessoas do sexo masculino, podendo ser simétrico (mais comum) ou assimétrico. Neste último caso, a depressão fica no lado direito”, explica o cirurgião torácico Ricardo Lucatto Baida.

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A correção do Pectus Excavatum pode ser feita de duas maneiras. Uma é a cirurgia aberta, conhecida como técnica de Ravitch. A segunda é o uso da barra de Nuss. Neste caso, explica o cirurgião, “uma barra é colocada atrás do osso externo e ocorre a remodelação do tórax com a correção do defeito. Este procedimento é minimamente invasivo com resultados estéticos excelentes. A barra é retirada após três anos da cirurgia”, observa. A idade ideal para a correção com a técnica de Nuss seria entre os oito e 12 anos, mas ela pode ser realiza em pacientes mais velhos.

A outra modalidade de pectus – Carinatum – é conhecida popularmente como peito de pombo, peito de sapateiro ou mesmo tórax em quilha. Baida afirma que essa modalidade é menos comum do que a primeira. “Ela (Carinatum) é caracterizada pelo aumento do osso externo, o peito fica saltado para fora. Acontece com mais frequência em homens e é basicamente estético”, comenta.

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A cirurgia baseada na técnica de Ravitch também é usada para corrigir essa deformidade. A recuperação é influenciada pela idade do paciente, mas normalmente as atividades são retomadas em três meses.

De acordo com Baida, na grande maioria das vezes a indicação cirúrgica é estética. “Raramente a indicação é por limitação funcional ou estrutural do coração ou pulmões, comprovadas por exames complementares. Geralmente o que é levado em conta são as implicações psicológicas e sociais”, conclui.

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