Nódulo pulmonar
solitário

Nódulo pulmonar solitário

Nódulo pulmonar solitário é uma lesão menor que três centímetros de diâmetro com forma nodular totalmente circundada por tecido pulmonar normal.

Usualmente, o nódulo é descoberto por acaso. “Em uma radiografia ou tomografia de tórax feita por outras razões”, observa o cirurgião torácico César Zuccoli, que acrescenta: “Quando a lesão tem mais de três centímetros é chamada de massa. Neste caso, a chance de câncer é alta”.

O médico observa que, em 60% dos casos, trata-se de uma doença benigna, ou seja, não é câncer. Dentre as causas benignas destacam-se a tuberculose, as infecções por fungos e os tumores benignos, entre outros.

A preocupação da detecção de um nódulo pulmonar reside na possibilidade de o mesmo ser um câncer de pulmão (30%) ou um câncer proveniente de outro lugar que se disseminou para o pulmão (10%).

Segundo Zuccoli, alguns fatores aumentam a probabilidade do nódulo pulmonar solitário representar um câncer. Dentre eles, estão: grandes fumantes, idade acima de 45 anos, presença de escarro com sangue e histórico de câncer em algum outro lugar do corpo.

Já, outros fatores podem indicar que o nódulo é benigno. “Por exemplo, se o paciente nunca fumou, tem idade abaixo de 35 anos e residência em países ou locais onde a tuberculose é comum com teste de PPD positivo”, explica Zuccoli.

Para um tratamento bem-sucedido, é fundamental o diagnóstico precoce. “Afinal, alguns nódulos pulmonares solitários podem representar estágios iniciais de tumores pulmonares, cujos índices de sobrevida são baixos (14% em cinco anos)”, alerta o cirurgião torácico.

Trauma Pulmão

Avaliação

Para um diagnóstico preciso, todo paciente com nódulo pulmonar solitário deve ser minuciosamente avaliado. “O primeiro passo deve ser procurar radiografias anteriores para avaliar o padrão de crescimento do nódulo. A ausência de crescimento ao longo de um período de dois anos sugere benignidade”, ressalta o médico.

“Caso o nódulo não mostre sinais radiológicos de benignidade, deve-se empregar a tomografia com contraste. Se a Tomografia Computadorizada não for conclusiva, deve-se partir para a biópsia”, complementa.

Para finalizar, Zuccoli frisa que se os exames iniciais sugerirem malignidade, “Deve-se realizar a ressecção cirúrgica imediata, sem período de observação ou biópsia prévia”.

Trauma Tórax

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