Miastenia
gravis

Miastenia gravis

A Miastenia gravis é uma doença que acomete os nervos e os músculos, portanto, é uma doença neuromuscular, de origem autoimune. Ela se caracteriza por fraqueza acentuada que aparece depois do exercício físico ou mesmo no final do dia, portanto, sua principal característica é a fadiga.

Como toda doença autoimune, a Miastenia acontece em virtude da produção de anticorpos contra o próprio organismo. “Mais precisamente, contra uma estrutura do músculo chamada de receptor de acetilcolina, que é a região onde o nervo se liga no músculo”, explica o cirurgião torácico Ricardo Lucatto Baida.

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Segundo ele, embora não se saiba ainda porque esses auto anticorpos são produzidos, sabe-se que a doença acomete principalmente mulheres na proporção de 6 mulheres para cada 4 homens, preferencialmente nas idades entre 20 e 35 anos. No caso dos homens, o pico de ocorrência ocorre dos 70 aos 75 anos em homens.

O principal sintoma é a fadiga, a qual pode aparecer em qualquer músculo do corpo. “A Miastenia pode produzir sintomas ou fraqueza nos braços, pernas, pode ocasionar dificuldades para mastigar e para engolir”, observa Baida, que complementa: “Quando acomete os músculos do tórax, a Miastenia provocará falta de ar e voz anasalada. Na face, causa queda das pálpebras e visão dupla”.

Miastenia
Miastenia

O médico esclarece que os sintomas podem ser piorados pelo esforço físico, pela exposição ao calor, por alterações emocionais, estados infecciosos e pelo uso de medicamentos, como por exemplo, alguns tranquilizantes e antibióticos.

Segundo ele, quando o paciente apresenta apenas sintomas relacionados aos olhos, a Miastenia pode ser classificada de forma ocular, ou pode ser generalizada.

Diagnóstico

icardo Baida frisa que a história clínica do paciente é o principal exame para o diagnóstico, juntamente com o exame físico. Como exames complementares são realizados a eletroneuromiografia, a dosagem de anticorpos antireceptor de acetilcolina, que está presente na região do receptor neuromuscular, e um teste com injeção de prostigmina. Imediatamente depois dessa injeção há melhora da força.

As formas oculares são geralmente tratadas com a Piridostigmina (melhora a força muscular do paciente) e com corticosteróides e/ou imunossupressores. Esses dois últimos promovem diminuição dos anticorpos antireceptores de acetilcolina.

“As formas generalizadas podem ser tratadas como as oculares, porém, na maioria das vezes optamos por realizar uma cirurgia para retirada do timo (glândula que fica na parte medial e superior do tórax e que pode estar associado  a produção dos anticorpos)”, justifica o cirurgião torácico.

A mortalidade dos pacientes é extremamente baixa (1,7 por milhão da população geral), graças aos avanços nos tratamentos clínico-cirúrgicos.

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