Hiperidrose

Hiperidrose tem cura

Muitas pessoas sofrem com o suor excessivo durante o dia e nem sequer sabem a razão, quanto mais como tratar o problema chamado de hiperidrose ou sudorese excessiva.

O médico César Zuccoli explica que a hiperidrose é considerada uma doença psicossomática que se caracteriza por transpiração excessiva e acomete as mãos (hiperidrose palmar), os pés (hiperidrose plantar), as axilas (hiperidrose axilar) e a face (hiperidros facial).

Hiperidrose

A sudorese excessiva pode ser primária, constituindo a hiperidrose primária, sem causa definida, ou secundária, ocasionada por outras doenças, como obesidade, hipertireoidismo, infecções, menopausa, alcoolismo, diabetes, entre outras.

“A sudorese é uma forma de controle da regulação térmica do corpo; podendo variar de intensidade em algumas circunstâncias como, por exemplo, alteração da temperatura ambiente, exercícios físicos e estímulos psíquicos”, diz Zuccoli, para depois complementar. “A secreção do suor é estimulada pelo sistema nervoso simpático que constitui parte do chamado sistema nervoso autônomo (funciona independentemente de nossa vontade)”.

Segundo ele, não há predominância de qualquer sexo no caso da sudorese excessiva. A doença incide igualmente em pacientes do sexo masculino e feminino, mas as mulheres procuram o tratamento dessa doença com maior frequência do que os homens. “Costuma surgir na infância, agravando-se na época da puberdade, podendo persistir durante toda a vida. Em raras ocasiões surge na idade adulta”.

A hiperidrose atinge principalmente mãos, pés, axilas e região craniofacial, podendo aparecer nas mamas, virilha, no tórax, nuca e qualquer outra região do corpo. “Uma de suas características é a alteração da temperatura local deixando, geralmente, estas áreas frias e arroxeadas”, conta o médico.

Hiperidrose

Roupas molhadas

Os portadores de hiperidrose axilar se queixam que as roupas estão sempre molhadas e com manchas que frequentemente danificam as roupas. O mais grave é o aspecto de má higiene, impressão de descontrole emocional e o mau cheiro constante.

César Zuccoli observa que os portadores de hiperidrose palmar reclamam dos transtornos para manusear papéis ou realizar qualquer trabalho manual como tocar instrumentos, digitar no computador e principalmente cumprimentar as pessoas com um simples aperto de mão ou ter contato afetivo mais íntimo. Além disso, dirigir e praticar esportes são dificuldades constantes.

Conforme o médico, a hiperidrose plantar – acompanha a hiperidrose palmar – em geral, é agravada pelo uso de calçados fechados que ajudam a promover maceração da pele. Além de poder ocasionar odor penetrante nas meias e sapatos, o excesso de transpiração nos pés favorece a ocorrência de infecções.

Tratamento eficaz

Muitos dos portadores da hiperidrose não têm conhecimento de que seu problema pode ser resolvido com tratamento eficaz e definitivo.

César Zuccoli ressalta que o diagnóstico é clínico, devendo-se sempre afastar alguma das doenças que podem ocasionar a hiperidrose secundária. Tratando-se de hiperidrose primária, há predominância de sua ocorrência nas mãos e pés, podendo se associar, algumas vezes, à hiperidrose axilar.

“A história do paciente por si só já é suficiente para diferenciar a primária da secundária. No exame físico, constata-se a transpiração significativa nas regiões citadas, que costuma ser bem evidente nessa ocasião pela maior tensão emocional que o exame médico acarreta”, justifica.

De acordo com o médico, o tratamento pode ser tanto clínico como cirúrgico. No caso do primeiro, existem duas opções: por via tópica (aplicação sobre a pele) ou sistêmica (administração de medicamentos por via oral).

No caso do segundo, a simpatectomia torácica por vídeo é o tratamento mais efetivo por apresentar resultados funcionais duradouros, sendo a melhor opção terapêutica atualmente.

O especialista frisa que a simpatectomia, para o tratamento das hiperidroses palmar, axilar e facial, consiste na secção de determinados pontos da cadeia simpática, localizada no interior da cavidade torácica. Com isto, o estímulo nervoso para as glândulas sudoríparas cessa e a sudorese desaparece.

Ele garante que o procedimento é seguro, sendo realizado sob anestesia geral através de duas pequenas incisões axilares de cada lado do tórax. Dura cerca de 30 minutos. O paciente recebe alta após 24 horas. A recuperação é rápida e o retorno às atividades breve.

“Após a retirada do segmento da cadeia simpática torácica, em ambos os lados, as mãos, as axilas e a face tornam-se secas, havendo necessidade de utilização de cremes hidratantes nas mãos”, orienta Zuccoli.

Por fim, ele adianta que o maior inconveniente da simpatectomia é a hiperidrose compensatória e que pode ser acentuada em alguns pacientes, particularmente em ambientes aquecidos e após exercícios físicos. Com o passar do tempo, esta hiperidrose compensatória tende a melhorar.  “Apesar desse inconveniente, a grande maioria dos pacientes refere satisfação plena com a operação”, finaliza Zuccoli

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